22 de novembro de 2010

Vamos quebrar as regras! Mas quais são elas?

Duas obras do mesmo gênio: Picasso clássico e moderno.

O atendimento ou o diretor de criação questiona alguma coisa no layout. O redator ou diretor de arte solta essa: “...ah, mas as regras foram feitas para serem quebradas!”

Todo mundo aqui já viu ou ainda vai ver isso acontecer ou tá dizendo aí que tem um amigo que já fez isso.

Nada contra (muito ao contrário) quebrar regras.

O problema é que essa frase, na maioria das vezes, já virou muleta no departamento de criação, no atendimento, no financeiro e em qualquer lugar do mundo corporativo, agência de propaganda, banco ou restaurante.

Basta existir alguém querendo mascarar a falta de conhecimento pra se ouvir o grito dos sem noção.

Imagina se você é um cozinheiro sem experiência, querendo quebrar as regras nas receitas do restaurante que acabou de te contratar. Legal, hein?

Quebrar regras requer sabedoria. É “fácil”, você primeiro aprende a fazer, depois propõem o ousado. Tem que acontecer nessa ordem.

Em arte poderíamos dizer que o conhecimento do clássico vai te dar bagagem e coragem de criar o moderno.

Grandes campanhas, estratégias originais ou ótimo design só podem ser chamados assim pois quebraram regras? Também. Às vezes, quando tudo está meio desnorteado, inovar pode ser até fazer a coisa seguindo a regra.